Clarice Lispector. (via sociedadedospoetasmortos)
(Source: bipolarefeliz, via sociedadedospoetasmortos)
Obrigada :3 sigo sim.
Era um final de semana qualquer, estava sentada na calçada, quando o vejo passar. Ele, o homem no qual eu amava de mãos dadas com sua nova namorada, quando eu lhe vi me veio à mente todas as nossas promessas feitas, todas as lembranças dos momentos em que passamos juntos, das ligações trocadas de madrugada, das mensagens enviadas. Lembro-me dos nossos finais de tarde assistindo filme, lembro-me das nossas brincadeiras bestas correndo pela casa parecendo duas crianças. Quando estávamos juntos nada mais era importante a não ser eu e ele, me esquecia do mundo a minha volta, me esquecia de tudo. Lembro-me de como tivesse sido ontem, o nosso primeiro beijo, onde ele me abraçou e disse que nada mais era importante a não ser eu e ele, que aquele era o nosso dia, o nosso momento e que nada mais importaria daqui para frente, aquele beijo, aquele olhar, foram mais do que suficientes para eu me apaixonar perdidamente por ele. Quando eu me vi já estava me deixando levar pelos sentimentos no qual sentia, quando me vi, ele já era parte do meu dia, parte da minha rotina, parte do meu sorriso, parte da minha felicidade. Ele fez desperta algo que estava guardado dentro de mim, algo que eu não sabia como lhe dar, algo que crescia cada vez mais, e também crescia o meu medo, o medo de se envolver cada vez mais, o medo de depender mais ainda dele, estava com medo de como isso tudo poderia acabar, e olha como “acabou”… Mas agora tudo virou passado. Quer dizer, para ele virou passado, porque para mim são lembranças sem fim, lembranças na qual eu gostaria que fosse meu presente, e sonho como se fosse meu futuro. Mas eu ainda estou na calçada esperando que as mãos dele finalmente se encaixem nas minhas, mais uma vez, enquanto as dele está ocupada com as mãos de outra pessoa.[…]
Maria Coelho
MS (via pensando-so)
(via pensando-so)